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ATLAS – O PORTADOR DO MUNDO – SÍMBOLO DA EXAUSTÃO E DE SUA SUPERAÇÃO

VOCÊ SE SENTE CARREGANDO O MUNDO NAS COSTAS? ESTÁ TÃO
EXAUSTO(A) QUE JÁ NEM CONSEGUE RELAXAR PARA DORMIR?

Talvez você precise conhecer seu herói interior que não
apenas vai te livrar desse cansaço como irá remodelar sua vida. O seu poder
está te esperando e possivelmente, essa história mitológica, poderá lhe trazer
inspiração.

Devemos sair da concretude racional que tanto nos cobra e se
deixar relaxar pela imaginação, uma capacidade nem sempre contemplada nesse
nosso tempo de corrida do ouro, bem, a corrida do ouro nem sempre também foi a
coisa mais acertada da humanidade. Eis que para se viver e não simplesmente
sobreviver, se faz necessário viajar em nossos mistérios para contemplar o
universo e não apenas este chão. Somos parte de algo muito maior, somos seres
universais.

Em resumo, Atlas que carrega o mundo nas costas, encontra um
novo destino paradisíaco após conquistar o conhecimento de si mesmo e
consequentemente de todo humano.

 

O TITÃ ATLAS – O PORTADOR

Essa expressão vem da mitologia grega, mais precisamente do
titã Atlas, que devido ao castigo imposto por Zeus ele passou a carregar os
céus e terra nas costas.

Naqueles tempos, os titãs que representavam as forças do caos
tiveram a intenção de atacar o Olimpo para obter o poder supremo do universo no
combate contra Zeus e seus defensores que, por sua vez, representavam a força
do cosmos em ordenação.

Para vocês verem como a história parece se repetir, caos e
cosmos e ordenação parecem estar sempre em combate, um acontecimento cíclico
que se reproduz no universo e na civilização humana. Trata-se do princípio da
Entropia, quanto maior a desordem de um sistema maior sua entropia.

Essa batalha provocada pelos titãs, ficou conhecida como
TITANOMAQUIA. Zeus e os deuses e deusas do Olimpo, após vencerem o combate
enviaram todos os titãs ao Tártaro, o mais baixo reino dos infernos de Hades.

Como punição, Zeus determinou que os perdedores seriam
eternos escravos dos SENTIDOS e da MATÉRIA, tornando-se a antítese da
intelectualidade e da razoabilidade sensível.

Notem que, de fato, o caos ao qual assistimos hoje em nossa
civilização carece do intelecto e da razoabilidade sensível, dando toda a
ênfase ao SENTIR, parece que só o que importa é sentir, os outros aspectos do
humano estão descartados, ignorados e até mesmo desdenhados em algumas
situações sociais.

Por outro lado, a intelectualidade presente está tão
absurdamente incorporada na política que o foco principal de sua real matéria
se dispersa na retórica do partidarismo político. Trata-se, de fato, de titãs.
É mesmo o caos contra o cosmos! E quanto mais desordem, maior a entropia e
quanto maior a entropia, maior a aniquilação.

Enfim, retornando a nossa história, o castigo de Atlas dado
por Zeus, foi diferente. Já que ele comandou uma batalha de caos pelo caos,
agora seria o pilar do mundo, o sustentáculo da organização dos céus e da
terra! Carregaria para sempre em seus ombros essa organização e a sustentaria.
A partir de então, seu nome passou a significar, o PORTADOR, aquele que porta,
aquele que comporta todo o sofrimento do mundo.

Com o passar do tempo, haveria uma reviravolta no destino de
Atlas.

Por ocasião dos doze trabalhos de Hercules, este teria de
buscar no reino de Hesperídios, onde moram as ninfas do poente, as maçãs de
ouro que conferem a imortalidade para quem delas se alimenta.

Hercules descobre que somente o titã Atlas poderia colher
esses frutos impunemente, de modo que o liberta do castigo imposto por Zeus e
consegue suas maçãs de ouro. Atlas deixa em seu lugar, os Pilares de Hercules
que fazem a vez de sustentáculos do universo e Atlas passa a ser o guardião dos
mundos. Como conhece toda a cartografia da Terra, o conjunto de mapas recebeu o
nome de Atlas.

A partir da entrega dos pomos de ouro, o titã Atlas passa a
habitar o reino das ninfas do poente e agora os frutos de ouro são vigiados por
um imenso dragão de cem cabeças chamado Ledon.

Essa foi uma história de verdadeira transformação de um titã.
A princípio ele lidera o caos pelo prazer de ver o caos. Em seguida, torna-se o
sustentáculo do universo e assim conhecedor das dores e dos prazeres do mundo.

Se antes apenas conhecia os SENTIDOS, que se baseiam nos
instintos, agora desenvolveu a mente enquanto seu corpo ficou ocupado em
segurar e proteger o mundo, de modo que sua mente conheceu e cartografou cada
pedacinho da terra e organizou o universo.

Depois dessa vitória sobre si mesmo, partiu para junto das
ninfas do poente, onde o sol já está na descida, propiciando o lusco-fusco, o
momento ideal de consciência que se deixa penetrar pela inconsciência, o
intelecto sem arrogância e espiritualizado pela razoabilidade e sensibilidade.

E é ali que brota a maçã da imortalidade! O conhecimento que
liberta o ego tanto da inflação quanto da deflação.

E esse fruto do conhecimento dourado precisa ser bem guardado
para que tão somente o humano que derrotar o seu dragão de cem cabeças possa
dele se nutrir.

O conhecimento é imortal. O conhecimento sem que ocorra a
morte do dragão interior vira corrupção. O conhecimento se torna em prol de
toda a humanidade quando o humano se aventura heroicamente em sua própria sombra,
em seus próprios conflitos internos por isso está projetado em Hércules, um
herói que conquistou a imortalidade depois de sete grandes batalhas.

Ser aquilo que se é, não mais carregar as sombras alheias, eis a conquista suprema, a jornada heróica de cada um.

 

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