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HÉCATE – A SENHORA DOS MUNDOS

Hécate era filha
da titânide Astéria que significa noite estrelada e de Perses, o deus da
luxúria e da destruição.

Hécate em grego
significa “a distante”, todavia é a força imaterial que tinge todos
os mundos com sua misteriosa presença.

Um tanto quanto
intangível, Hecate provoca todos os medos de fantasmas e assombrações. Concomitantemente
é a geradora de toda a vida e de toda morte.

Não é à toa que
todas aquelas e aqueles que ousam dar-lhe voz no mundo material são, de um
jeito ou de outro, queimados na fogueira que ainda arde desde os tempos
medievais.

Diante dessa
configuração sobre Hécate, não deixo de me lembrar da misteriosa matéria escura
do universo que tanto intriga os astrofísicos. Numa recente descoberta, a matéria
escura não é vazia como supunham, ela está constantemente em atividade de
criação, apagando o que criou para em seguida criar novamente. Lembra muito a
senhora da vida e da morte, feito Hécate. Tudo já estava escrito pelos gregos
nas estrelas!


Retomando nosso mito, após a vitória dos deuses
olímpicos contra os titãs, Zeus, Poseidon e Hades partilharam entre si o
universo.

A Zeus coube o
céu e a terra, a Poseidon coube os oceanos e a Hades coube o mundo das trevas e
dos mortos.

Hécate manteve
os seus domínios sobre a terra, sobre os céus, sobre os mares e sobre o
submundo, continuando a ser honrada pelos deuses que a respeitavam e mantiveram
seu poder sobre o mundo e o submundo. Ela simplesmente é e está desde o
princípio até o fim dos tempos.

Sua lua é sempre
crescente, cheia, minguante, nova e negra. Está em tudo, está em todas, está em
todos.

O que significa que preside os vivos, os mortos,
as aparições, o mundo da magia branca e da magia negra.

Os povos antigos
a adoravam principalmente nas encruzilhadas onde sua imagem era erigida como
sendo três, a velha, a jovem e a virgem.


O mundo do céu de Zeus se expressa através de
trovões e fertilidade, Hécate gera os trovões e é a própria fertilidade
imaterial; no mundo terrestre Zeus organiza tudo a partir do caos e demonstra
seu poder através dos terremotos e vulcões em erupção, Hecate é a que delibera
sobre o caos e quem gera os terremotos e todas as agruras e prazeres da terra.


Hades é o príncipe das trevas e dos mortos, Hécate
é as trevas e também é a luz por onde Perséfone, esposa de Hades e guia das
almas, encaminha os seus mortos.


Hécate nos acompanha desde o Alfa ao Ômega.
Constante e forte presença em toda a ausência; o absoluto do vazio que está, na
verdade, completamente cheio pela densidade.


Nenhum deus ou mortal tem o poder de interferir
com as moiras, as deusas do Destino, mas Hécate tem esse poder, não apenas de
intervir como também até mesmo de cortar o fio da vida quando lhe apraz.


Se conectar com Hécate é o mesmo que se conectar
com as forças do inconsciente e conhecer a sabedoria das quatro funções psíquicas:
intuição, sensação, sentimento e pensamento e logo se conectar com a quinta
função chamada de transcendente porque transcende as demais ao mesmo tempo em
que é a união delas.


Sabe quando você tem aquela percepção exata de que
algo ou alguma coisa será dessa ou daquela maneira e realmente se concretiza
como anteviu?

 Esse acontecimento se dá devido a quinta
função psíquica que tem zero chance de erro e que você sente na pele,
atravessando seu corpo inteiro. Um momento psíquico inefável.


Só para constar, a função da intuição tem chance
de ser 50% certa e 50% errada, não é confiável. O que não ocorre quando se
estabelece a quinta função psíquica.


Voltando a Hécate, ela nos fornece a chave que
abre as portas dos mistérios e do oculto psíquico.


Em muitas personificações da deusa, ela carrega na
mão direita uma espada, com a ponta para baixo, como se carregasse um cetro,
indicativo de que não se guia pela violência, embora tenha todo o poder para
fazê-lo, e na mão esquerda carrega uma tocha vivamente acesa para iluminar o
caminho dos seus e para não cortar cabeças indevidas devido a cegueira.


Quando finalmente o ego acolhe esse aspecto do
feminino representado por Hécate, se fortalece diante do inexorável, pode agora
transmutar os medos da morte e os medos da vida, bem como do envelhecimento,
percebendo que o caminho que ela ilumina com sua luz passa pela escuridão, pelo
desapego e pela transmutação revelando no dia a dia a trajetória de todas as
formas de renovação.

Em síntese, Hécate é a personificação exata do
poder e da força do Feminino que atravessa o humano. E que se encontra
em todo universo desde os tempos imemoriais.

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