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O TITÃ ATLAS – O PORTADOR DO MUNDO

Você já sentiu que carrega o mundo nas costas?
Essa expressão vem da mitologia grega, mais precisamente do titã Atlas, que devido ao castigo imposto por Zeus ele passou a carregar os céus e terra nas costas.

Naqueles tempos, os titãs que representavam as forças do caos tiveram a intenção de atacar o Olimpo para obter o poder supremo do universo no combate contra Zeus e seus defensores que, por sua vez, representavam a força do cosmos em ordenação.

Para vocês verem como a história parece se repetir, caos e cosmos e ordenação parecem estar sempre em combate, um acontecimento cíclico que se reproduz no universo e na civilização humana. Trata-se do princípio da Entropia, quanto maior a desordem de um sistema maior sua entropia.  Logo surge a sintropia, um termo que significa organização, ordem e equilibrio, sendo o oposto da entropia (desordem).

Essa batalha provocada pelos titãs, ficou conhecida como TITANOMAQUIA. Zeus e os deuses e deusas do Olimpo, após vencerem o combate enviaram todos os titãs ao Tártaro, o mais baixo reino dos infernos de Hades.

Como punição, Zeus determinou que os perdedores seriam eternos escravos dos SENTIDOS e da MATÉRIA, tornando-se a antítese da intelectualidade e da razoabilidade sensível.

Notem que, de fato, o caos ao qual assistimos hoje em nossa civilização carece do intelecto e da razoabilidade sensível, dando toda a ênfase ao SENTIR, parece que só o que importa é sentir, os outros aspectos do humano estão descartados, ignorados e até mesmo desdenhados em algumas situações sociais.

Por outro lado, a falta de intelectualidade está tão absurdamente incorporada na política que o foco principal de sua real matéria se dispersa na retórica do partidarismo político. Trata-se, de fato, de titãs. É mesmo o caos contra o cosmos! E quanto mais desordem, maior a entropia e quanto maior a entropia, maior a aniquilação.

Enfim, retornando a nossa história, o castigo de Atlas dado por Zeus, foi diferente. Já que ele comandou uma batalha de caos pelo caos, agora seria o pilar do mundo, o sustentáculo da organização dos céus e da terra! Carregaria para sempre em seus ombros essa organização e a sustentaria. A partir de então, seu nome passou a significar, o PORTADOR, aquele que porta, aquele que comporta toda o sofrimento do mundo. Entende-se como sofrimento não apenas as dores e dissabores como também, os prazeres, os sabores e as alegrias.

Com o passar do tempo, haveria uma reviravolta no destino de Atlas.

Por ocasião dos doze trabalhos de Hercules, este teria de buscar no reino de Hesperides, onde moram as ninfas do poente, as maçãs de ouro que conferem a imortalidade para quem delas se alimenta.

Hercules descobre que somente o titã Atlas poderia colher esses frutos impunemente, de modo que o liberta do castigo imposto por Zeus e consegue suas maçãs de ouro. 
Atlas deixa em seu lugar, Os Pilares de Hercules que fazem a vez de sustentáculos do universo e Atlas passa a ser o guardião dos mundos. Como conhece toda a cartografia da Terra, o conjunto de mapas recebeu o nome de Atlas.
A partir da entrega dos pomos de ouro, o titã Atlas passa a habitar o reino das ninfas do poente e agora os frutos de ouro são vigiados por um imenso dragão de cem cabeças chamado Ledon.

Essa foi uma história de verdadeira transformação de um titã. A princípio ele lidera o caos pelo prazer de ver o caos. Em seguida, torna-se o sustentáculo do universo e assim conhecedor das dores e dos prazeres do mundo. 
Se antes apenas conhecia os SENTIDOS, que se baseiam nos instintos, agora desenvolveu a mente enquanto seu corpo ficou ocupado em segurar e proteger o mundo, de modo que sua mente conheceu e cartografou cada pedacinho da terra a ponto de organizar, posteriormente, todo o universo o universo.
Depois dessa vitória sobre si mesmo, partiu para junto das ninfas do poente, onde o sol já está na descida, propiciando o lusco-fusco, o momento ideal de consciência que se deixa penetrar pela inconsciência, o intelecto sem arrogância e espiritualizado pela razoabilidade e sensibilidade.

E é ali que brota a maçã da imortalidade! Claro! O conhecimento que liberta o ego tanto da inflação quanto da deflação, torna a pessoa em um ser imortal.

E esse fruto do conhecimento dourado precisa ser bem guardado para que tão somente o humano que derrotar o seu dragão de cem cabeças possa dele se nutrir.



Lunardon Vaz



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